INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Existe perigo nisso?

INTELIGENCIA ARTIFICIAL

Por Rogério Plácido / Amicom

 

IA – A Ameaça somos nós…?

 

É inegável o quanto a Inteligência Artificial (IA) tem consumido nosso tempo em pesquisas e estudos. Sobretudo nos últimos anos, e talvez os últimos 3 anos muito mais acentuados. Trata-se de um tema muito sedutor e interessante, ainda mais para uma população que vive num grande momento de transformação em seu estilo de vida. Junto com profundas mudanças de comportamento de toda a sociedade, proporcionado sobretudo pela tecnologia.

Quando pensamos em IA, logo remetemos à imagens futuristas de robôs e máquinas que, no final das contas, simplesmente acabavam com raça humana e tomavam conta do mundo, escravizando alguns poucos sobreviventes sortudos.

Mas isso é um risco real mesmo

Bem, isso realmente é algo muito remoto de se acontecer e, 10 em 10 especialistas questionados sobre este assunto (não incluir Elon Musk, que diz que sim, elas vão nos dominar), dizem que a IA veio sim para facilitar a nossa vida e ajudar em nossa evolução com tarefas que, finalmente, não precisaremos mais fazer. Afirmam ainda que poderão fazer e executar certas tarefas muito mais perfeitas que nós “simples seres humanos”. Mas o que será que tem de verdade e de mito em tudo isso? Seríamos mesmo, em algum dia, num futuro, que pelo que parece, não muito longe, exterminados pelas máquinas?

Bem, talvez não sejamos exterminados exatamente da maneira que vemos nos filmes, onde grandes Bots com armas automáticas perseguem e matam qualquer ser humano que encontrar pela frente, o que não quer dizer que não poderão nos matar… eu explico.

Eu sou da parcela que não acredita neste tipo de matança, mas, não quer dizer que eu não duvide do quão perigoso poderá ser nosso futuro sem regras e controles muito bem claros, que funcionem como diretriz para toda a indústria mundial, em relação ao desenvolvimento dessa tecnologia.

É bom lembrar que, quando falamos de IA, deep learning, big data, Iot, entre outras novas tecnologias, estamos falando de grandes empresas e grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento dessas tecnologias. Elas movimentam bilhões de dólares pelo mundo a fora e, toda essa indústria mundial de alta tecnologia, entende todos esses gastos como, investimentos.

E o custo de tudo isso?

Claro, em um mundo capitalizado, empresas investem altas cifras afim de que, em algum momento, seja através de venda de tecnologia, conhecimento, informações, equipamentos ou soluções, entre tantas outras formas de se fazer dinheiro, recuperar esses investimentos travestidos e multiplicados pelo nome de lucros.

E qual o mal que se tem nisso, você deve se perguntar?

Sem lucro. Sem business.

Eu também sou adepto do modelo capitalista e, trabalho, entre outras coisas, para fazer dinheiro também. Mas a questão, neste momento vai um pouco além. Vamos entender.

Recentemente vi uma pesquisa publicada sobre impacto econômico que a IA vai causar em todos os países nos quais a base tecnológica instalada permite menor ou maior aderência às novas tecnologias de IA e Cia.

O impacto é altamente positivo na economia, na medida em que aumenta a capacidade do pais em agregar valor em sua indústria de manufatura de forma geral. Com isso, o nível de eficiência desses países crescerá muito, o que é maravilhoso.

Segundo a mesma pesquisa, em 2035 já estaremos com 50% (dentro do estudo deles) do potencial da IA implantados, numa média mundial, o que poderá aumentar o PIB desses países, proporcionalmente à sua aderência às novas tecnologias, sendo numa média, 1% a mais do projetado anualmente.

Assim, neste momento não tão longe de nosso presente, a tecnologia já estará executando muitas tarefas que hoje, em 2019, são feitas por seres humanos.

A substituição das pessoas é uma realidade palpável?

A grande dúvida é se, com essa automação toda, que inevitavelmente criará um gap na quantidade de postos de trabalhos, seremos capazes numa outra via, com  o crescimento anunciado, cobrir este gap, e não gerar uma crise, sobretudo em países em desenvolvimento como o Brasil.

Dizem as pesquisas e os especialistas que a tecnologia vai sim criar novas formas de se trabalhar. Segundo estes, as profissões ainda não existem, mas ao seu tempo, elas aparecerão.

Fala-se que, teremos mais tempo para estudar e desenvolver nossas capacidades, além de maior tempo para assuntos de interesses de seres humanos, onde fortaleceríamos as relações humanas. Realmente, um mundo melhor, não fosse… como dizia uma famoso cartunista. Quem tem fome tem pressa.

No caso do Brasil, e nos demais países em desenvolvimento, temo que em 15 anos não tenhamos a capacidade de mudar essa chave, devido a incapacidade do nosso poder público.

Nesse caso, num país como o nosso, totalmente assistencialista, o cenário seria de os planos sociais explodirem, trazendo com eles os problemas que achamos estar resolvendo hoje, no que diz respeito ao equilíbrio fiscal das contas públicas, o que seria um desastre.

Não esqueça da influência política nesse assunto!

Com o socialismo perambulando pela América Latina, local onde tem muita pega, as políticas precisam ser direcionadas e congruentes para evitar este cenário.   Mas como fazer se nosso projeto de país é de 4 em 4 anos? Fica a pergunta.

Voltando ao tema.. afinal, porque somos a ameaça?

Por isso tudo que está escrito acima.

As grandes industrias buscarão seus lucros. Os governos são míopes. Os mais favorecidos, com condições de estudar, poderão sobreviver (sobreviventes sortudos). Os menos favorecidos, poderão ser exterminados.

Nesse cenário, não seriam os robôs que nos matariam, mas sim nós mesmos, com a exclusão de milhares de pessoas, através da simples incapacidade prepara-las para esse futuro “brilhante”.

Faz sentido pra você?

Deixe-me saber..

Grande abraço.

Rogério – Amicom

Rogerio.p@amicom.com.br

Instagram/amicom_it

#inteligenciaartificial #bigdata

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